Comemora-se este mês o centenário do nascimento da escritora Sophia de Mello Breyner, figura magnânima da nossa literatura, e a data será devidamente assinalada com uma série de eventos por todo o país. Pergunto-me se isso poderá redobrar o interesse nesta grafia, que só foi aprovada em finais de 2017. Como vimos no início do ano, notou-se um aumento do número de registos das grafias arcaicas, o que poderá ser ainda mais acentuado pela chegada de muitos cidadãos brasileiros.
Há uns anos, eu não era muito adepta de variantes de nomes que têm uma grafia muito comum em Portugal, porque achava que isso implicaria sempre que soletrássemos o nome, coisa que não sendo grave, pode ser irritante [falo por experiência própria, à conta do meu último apelido]. No entanto, com o passar do tempo, também fui aligeirando as minhas reservas e hoje estou mais aberta a variantes ou até à duplicação de consoantes. Também eu encontro algum charme em variantes que vemos com menos frequência mas não sei até que ponto é que o charme pesa mais do que o inconveniente... Qual é a vossa posição?